domingo, abril 16, 2006

Espero por ti...
Somente por ti.
Olho a terra da estrada
Anseio o caminhar
O sorriso
nos lábios,
o doce ardor.

Inquietamente,
Sem me mover,
Espero...
Chegarás agora?
Um pouco mais com o entardecer?

Levanto os olhos
e cega-me a Ausência.

Inquietamente,
Irrevogavelmente,
Espero ainda...

foto: Vera Aldeias

3 Comments:

Anonymous Brida said...

(...) e nunca me disseram o nome daquele oceano
esperei sentada à porta... dantes escrevia cartas
punha-me a olhar a risca de mar ao fundo da rua
assim envelheci... acreditando que algum homem ao passar
se espantasse com a minha solidão

(anos mais tarde, recordo agora, cresceu-me uma pérola no coração. mas estou só, muito só, não tenho a quem a deixar.)

um dia houve
que nunca mais avistei cidades crepusculares
e os barcos deixaram de fazer escala à minha porta
inclino-me de novo para o pano deste século
recomeço a bordar ou a dormir
tanto faz
sempre tive dúvidas que alguma vez me visite a felicidade"
Al Berto

tu não sabes, mulher, que não é parada que se espera?
Por quem esperas "sem me mover"?

Quem espera apenas entregando o olhar ao fundo do horizonte
nunca irá ver nada nele a aparecer...

23/4/06 19:09  
Blogger Lúcia Dias said...

mas esperar por "D. sebastião quer ele venha quer não" tem tanto a ver com o ser português! sim... um dia caminharei na conquista de um qualquer horizonte, mas não hoje, quem sabe, talvez amanhã

16/6/06 02:03  
Anonymous Brida said...

"É p'ra amanha
Bem podias viver hoje
Porque amanha quem sabe se vais ca estar
Ai tu bem sabes como a vida foge
Mesmo que penses que esta p'ra durar"

António Variações

hihihi

23/6/06 19:36  

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